Você conhece alguém que vive em função de outra pessoa a ponto de anular a sua própria vida e que acredita não poder viver sem essa pessoa mesmo quando ela apresenta comportamentos violentos, insanos, destrutivos, prejudicando a si mesmo e aos que o rodeiam?
Para quem está fora da relação é difícil entender como essas pessoas suportam todo tipo de comportamento abusivo, envolvendo até mesmo atitudes perversas e tirânicas dos próprios companheiros, dizendo que se submetem a isso por amor. Mas quando o amor passa da conta, o sentimento pode se transformar em uma dependência emocional.
Essa dependência pode ser comparada a um estado de drogadição, caracterizada pela necessidade constante da presença e da atenção do outro. A sensação é de uma incapacidade de cuidar de si e que somente através do outro é que se pode ter equilíbrio e bem estar emocional.
O fato é que, ninguém se torna um dependente emocional da noite para o dia. Estudos comprovam que adultos dependentes emocionais, cresceram em um ambiente familiar hostil e afetivamente prejudicado. Acostumaram-se desde a infância a receberem dos outros um comportamento frio, distante, agressivo ou depreciativo.
Tais experiências não lhes permitiram desenvolver uma imagem positiva em relação a si próprios e fez com que internalizassem que o mundo não é um lugar seguro e que não podem confiar em si mesmos para dar conta de enfrentá-lo.
Como não reconhecem o seu valor, os dependentes emocionais necessitam da aprovação dos outros e fazem de tudo para agradá-los. Inconscientemente esperam ser valorizados e compensados por isso. Na maioria das vezes essa valorização não vem, e quando termina um relacionamento inadequado se envolvem em novas relações tão autodestrutivas quanto às anteriores.
Isso acontece porque acreditam que todos os relacionamentos funcionam assim, de forma assimétrica onde o outro é supervalorizado em detrimento de uma não valorização de si mesmo. Idealizam as relações amorosas e acreditam que o outro é capaz de lhes suprir todas as necessidades e para não serem abandonados adotam um comportamento patologicamente submisso.
A dependência emocional produz um importante sofrimento psíquico para todo o núcleo familiar das pessoas envolvidas nessa relação, sejam elas pais, filhos, maridos e esposas. É necessário salientar que as conseqüências desse sofrimento são progressivas e podem levar ao desenvolvimento de transtornos psíquicos mais graves como a depressão, síndrome do pânico, fobia social e transtorno obsessivo compulsivo, por exemplo.
O auxílio psicológico deve ser acionado como forma de prevenção e tratamento desses transtornos decorrentes da dependência emocional. No caso dos transtornos já instalados a psicoterapia deve ser aliada com um tratamento farmacológico.
Um tratamento psicoterápico adequado permitirá ao dependente emocional, em primeiro lugar, compreender a atual situação de vida e identificar à quais vivências do passado esse padrão de comportamento está ligado. A partir disso, é possível trabalhar os sentimentos de medo, culpa, raiva, etc, provenientes dessas primeiras relações que se atualizam e se repetem no decorrer de cada novo relacionamento.
Além disso, a psicoterapia é um processo onde o sujeito tem a possibilidade de se re-conhecer e adquirir maturidade emocional para salvar a si mesmo, perceber os seus limites e os do outro e com isso construir vínculos de afeto saudável, onde as expectativas de mudança deixam de ser direcionadas aos outros e passam a ser direcionadas a si mesmo.
Maiores informações sobre atendimento psicoterápico através do fone: (48) 9600-7424 ou e-mail renataframos@yahoo.com.br
Oi Re!!!
ResponderExcluirAdorei o post! Muito útil!
Vai lá no meu blog e olha o ultimo post. :)
Beijos querida!
Obrigada Gi!!! Já entrei lá e deixei um recado para você! Obrigada pela indicação, eu também indico o seu trabalho com total confiança. Bjo grande.
ResponderExcluirRêee...
ResponderExcluirTá na hora de postar outra matéria...
Seus seguidores estão esperando... ahahha!!!
Bjo!!!
Obrigada pela dica Beta, minha fono preferida!!! Já estou escrevendo o novo artigo. Ah, quero lembrar que você pode sugerir assuntos que gostaraia de ler no Blog! Bjo grande com saudade!
ResponderExcluirAnorexia, gagueira na área da psicologia, Psicopatia....
ResponderExcluirTem tantos assuntos que tenho curiosidade....
Bjo irmã!!!
Ótimas sugestões Beta! A anorexia e a psicopatia já fazem parte da minha prática diária. Jà a gagueria eu precisarei me aprofundar mais para trazer informações relevantes. Pode deixar que os próximos artigos que eu postar serão direcionados para esses assuntos. Sugestões aceitas. Bjo irmã!
ResponderExcluirOlá Querida Terapeuta!
ResponderExcluirParabéns pelo texto. Estou passando para algumas amigas minhas que estão vivenciando algo parecido, talvez não com tanta agresividade.
Também pedindo para elas visitarem sua sala de almofadas maravilhosas. Posso?
Beijo Grande/Salete
Oi Salete! Obrigada pela confiança no meu trabalho, fico lisongeada que você esteja me indicando para suas amigas.Obrigada também pela visita ao blog e por deixares recado, sua opinião é muito importante. Beijo grande.
ResponderExcluirOi Renata!
ResponderExcluirTambém já compartilhei com várias amigas este texto. Muito bom e tão comum à vivência de muitos.
Quero reforçar a sugestão de tema da Roberta sobre a guagueira. Nunca tive e tenho observado uma certa dificuldade na pronuncia das palavras e também me flagro guaguejando. Tenho dúvidas se isto pode ser de ordem emocional.
Abraço querida
Oi Suzi! Que bom que gostou do texto! Já estou me preparando para escrever alguma coisa sobre o tema que você e a Roberta sugeriram. Ainda não postei porque as pesquisas que existem nessa área são quase todas realizadas pela abordagem comportamental. Estou pesquisando estudos realizados dentro das abordagens que eu trabalho, psicanálise e psicodrama. Obrigada por visitar o blog e por comentar! Sua opinião é importante para a construção desse trabalho! Um grande beijo.
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