O alcoolismo é consierado pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) como uma doença crônica, física, emocional e cognitiva. É caracterizada pela ingestão de álcool sob várias formas de bebidas, e de acordo com as estimativas do ministério da saúde, publicadas no site www.saude.gov.br , atualmente está atingindo entre 10% a 15% da população mundial.
Diante desta constatação fica a pergunta: “O que leva uma pessoa a desenvolver tal dependência?”
No âmbito psicológico e emocional, pesquisas revelam que os sujeitos aditos, não desenvolveram por completo sua capacidade de elaborar frustrações e perdas por isso tornam-se vítimas de falsos alívios, que podem vir de substâncias que lhe tragam um bem-estar passageiro. Todas as pessoas têm potencial para desenvolverem uma adição, que pode ser pelo álcool, drogas, compras, jogos, sexo, etc, pois a adição se fundamenta no desejo de passar pela vida com mais prazer e menos dor.
A adição produz no sujeito uma mudança de humor rápida e prazerosa, que pode ser através da excitação, na qual o indivíduo se sente onipotente, ou através da saciedade, onde a sensação é de relaxamento e anestesia para a dor. Outra sensação pode ser a de transe, onde o indivíduo experimenta um estado alterado de consciência e acaba criando uma realidade virtual.
A partir disto, o indivíduo passa a desenvolver uma obsessão mental, que o leva a uma compulsão. Aos poucos esse comportamento começa a apresentar uma seqüência de atos repetitivos, configurando-se num ritual. Simultaneamente a pessoa começa a mentir para justificar ou esconder seus atos, e logo a adição que ajuda a evitar a dor, também começa a causá-la, até o momento que ela começa a trazer mais dor do que prazer.
O alcoolismo é uma doença tratável, porém ainda não podemos dizer que existe uma cura para isso, o que significa que mesmo que um adito esteja sóbrio por muito tempo, ele ainda deve continuar lutando contra uma recaída, e evitar qualquer contato com o álcool. Por outro lado, as recaídas são muito comuns no início do tratamento, e isso não impede que a pessoa tenha uma recuperação bem sucedida.
Segundo a Psicóloga e Psicodramatista, Rosa Cukier, um tratamento bem sucedido depende do auxílio das seguintes estratégias terapêuticas utilizadas em conjunto: 1) medicação adequada às necessidades de cada paciente; 2) Freqüência à reuniões de grupo; 3) Psicoterapia Familiar; 4) Psicoterapia Individual; A cada intervenção retirada deste plano, diminui-se as chances de sucesso do tratamento.
A importância das reuniões de gruopo, encontra-se na proposta de um confronto entre iguais, onde o adito poderá ver-se como refletido num espelho. O fato de todos partilharem o mesmo drama favorece o reconhecimento de mitos e valores que estimulam a dependência. Outra questão é ter a noção de tempo vinculada ao presente, através do viver um dia de cada vez e manter-se sóbrio só por hoje, que acaba formando um ciclo aberto.
A terapia individual com abordagem psicodramática encontra seu diferencial, no caso das adições, pelo fato de ser vivencial, o que oferece a aportunidade de fazer surgir no sujeito a ação faltante e a retomada de controle da situação. O Psicodrama utiliza técnicas corporais, métodos expressivos que trabalham a pessoa na ação e no aqui e agora. Faz um resgate da espontaneidade do paciente e auxilia-o a treinar novas condutas e a revelar medos não concientizados, bem como papéis não experimentados.
Texto adaptado - "Psicodrama das Adições: A luta entre a parte aditiva da personalidade e o verdadeiro Eu" - Rosa Cukier.

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