A noção de tempo é um dos principais organizadores da vida em sociedade e das experiências humanas. Na primeira infância essa noção ainda está em construção, por isso lidar com a espera é para as crianças pequenas um fator de grande inquietação.
Ao ingressarem na escola, é comum que as crianças se inquietem com a distância dos pais. Isso acontece porque ainda não conseguem visualizar quando irão encontrá-los novamente, ou o quanto irá durar essa ausência. As idéias de duração e seqüência dos eventos só é alcançada após o fim de um processo relativamente longo.
O tempo medido pelo relógio e pelos calendários, é uma construção humana abstrata. É uma aprendizagem complexa, e para a criança é uma grande confusão, tendo em vista que o seu foco é o presente e que não tem consciência de que uma ação é seguida de outra, e que se repetem de forma ordenada em seu dia.
Aos poucos a criança percebe a existência de ciclos e se dá conta que o tempo passa. Nesse momento, a rotina escolar onde o professor antecipa as atividades do dia e a ordem dos acontecimentos na vida da criança é imprescindível, pois favorece a noção de que o que acontece no momento é antecedido e seguido por algo.
Ao compreender isso, a criança começa a reconhecer sua trajetória como sujeito no mundo, e a estabelecer conexões entre a sua história e a dos colegas, parentes e até mesmo com grupos mais distantes. Quando percebe os ciclos, a criança sente a necessidade de contar a quantidade em que eles acontecem, e assim elaborar uma relação entre a seqüência e o passado, bem como a duração com o que ainda está para acontecer.
Em suma, podemos dizer que o tempo para a criança é o tempo da ação onde ainda não conseguem relacionar causa e efeito. Entre os sete e dez anos começam a perceber que passado, presente e futuro fazem parte da mesma coisa, e que o tempo passa e não volta. Perguntas para as crianças entre
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